Muitas coisas estão na moda não é? E uma delas, que eu vejo MUITO por ai, é você não mostrar para os outros quem você realmente é. Parece que “tá” na moda se esconder de você mesmo para agradar os outros, ou até mesmo para fingir. Parece que está na moda usar máscaras.
Sério! É chato passar por situações em que você conhece alguém que mostra ser algo, e na verdade não é. E aí vem a famosa decepção.
Sempre busquei ser eu mesma diante de todas as situações. Sou o que sou, e quem não gosta, fazer o que... Se as pessoas buscassem ser verdadeiras com elas mesmas, iriam ver que é muito mais fácil ser quem você é, do que ter que fingir muitas vezes.
Aposto que lendo tudo isso, alguém já veio em sua mente não é? Hahahaha... pois é.
Todo mundo erra e todos passam por situações assim. Ás vezes por vergonha de defender o que acreditam, às vezes pra conseguir o que querem, pra passar uma impressão boa pra quem não te conhece, sei lá, em várias situações. Mas se você já percebeu que está sendo um mole com você mesmo, por que insiste?
Ou você é ou você não é!
Não existe essa de ser alguém no grupo de jovens e outro alguém com seus amigos. Ser alguém perto do namorado, amigos, familiares e outro alguém quando está longe. Não existe essa de acreditar que é alguém e na verdade agir contra o que você realmente é.
Eu mesma já optei várias vezes por não ser eu mesma. Já fui na onda de muitas pessoas, às vezes me escondia de mim para tentar ser o que as pessoas queriam. Mas, hoje optei pela decisão de ser quem eu sou, de defender o que eu acredito, de lutar por tudo que conquistei.
E eu optei por algo muuuuuito diferente da maioria das pessoas que eu conheço, e estou muito feliz!
Sei que muitos passam por fases e fases, mas viver uma vida dupla não pode ser uma opção de vida. Eu sei que nessa de se descobrir machucamos muitas pessoas, nos machucamos muito e sinto afirmar que aprendemos muitas vezes na dor. Mas se você aprendeu, já está na hora de virar a página, não?
Hoje eu vivo o que eu quero, tomo as minhas próprias decisões e se alguém não gostar, tô nem aí.
A minha realidade pode ser totalmente diferente da sua, ou não.
Eu vivo o amor de Deus e quem me conhece sabe, sempre que posso falo de Deus para as pessoas. Ofereço o meu melhor para meus amigos, família, que é DEUS! Estou vivendo na luta, dando a cara a tapa mesmo, porque quem é jovem católico nos dias de hoje sabe como é difícil, mas eu tô nem aí para o que dizem. Hoje eu sou forte o suficiente pra ser quem eu sou, pra não ligar pro que falam. Porque eu descobri que nenhuma máscara é mais legal, mais bonita, mais descolada, que eu mesma.
E se você está fazendo tudo errado, sai dessa. Faça algo de útil, viva o seu dia a dia na verdade.
Se você é um jovem católico como eu, não tenha medo também de ser quem você realmente é, porque se você estiver escutando piadas sobre você, recebendo brincadeiras idiotas com o que você acredita e muitas vezes até sendo humilhado, pode ter a certeza que você está no caminho certo.
Mas agora, se você está acomodado no que sempre fez, não tenta de nada mostrar para os outros quem você realmente é e no que você acredita, para de ser mole. A igreja precisa de jovens fortes.
E se você não vive a mesma realidade que eu, mesmo assim esse texto é pra você. ACREDITE! Nenhuma máscara é melhor que você.
Vamos ler a Palavra de Deus?
Em Lucas 12, 1-2 diz muito sobre não optar pela hipocrisia, pois tudo que você esconde um dia vai aparecer; o mal que você faz;a fofoca que espalha; as máscaras que usa (colocando em uma linguagem mais atual). E ao longo da palavra, Jesus vai dizendo que precisamos optar pelo caminho da verdade e quem o reconhecer diante dos homens e honrar Seu nome, não precisa se preocupar pois Ele vai estar sempre ali te ajudando a lutar pela verdade que vive.
Dani
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
terça-feira, 26 de agosto de 2014
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Você
Um dia você vai estar sozinho, vai fechar os olhos e tudo estará escuro, os números da sua agenda passarão claramente na sua frente e você não terá nenhum para discar, sua boca vai tentar chamar alguém, mas não há ninguém solidário o bastante para sair correndo e te dar um abraço, nem te colocar no colo até que o mundo pare de girar, e nessa fração de segundos, quando seus pés se perderem do chão, você vai lembrar da minha ternura e do meu sorriso infantil. Virão súbitas memórias dos meus abraços, da minha preocupação com você e só vão ter algumas músicas repentinas no seu rádio, as nossas. Em um novo momento você vai sentir um aperto no peito, uma pausa na respiração e vai torcer bem forte para ter o nosso mundinho de novo, o nome disso é saudade, aquilo que eu tinha e te falava sempre. E quando você finalmente discar o meu número, ele estará ocupado demais, ou nem será mais o mesmo, ou até eu nem queira mais te atender, e se você bater na minha porta ela estará trancada, se aberta, mostrará uma casa vazia. Seus olhos te ensinarão o que são lágrimas, aquelas que eu te disse... O nome do enjoo que você vai sentir é arrependimento, e a falta de fome que virá chama-se tristeza. Então quando os dias passarem e eu não te ligar, quando nada de bom te acontecer e ninguém te olhar com meus olhos, você encontrará a famosa solidão. A partir daí o que acontecer, pode chamar de surpresa. E provavelmente o remédio para todas essas sensações, é o tal tempo, sim, aquele que você tanto falava.
Dani
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Teologia do Corpo
Estão vendo este casal? Então, eles são americanos e o Jason foi na Canção Nova e contou a história de uma moça, que vou contar para vocês!
Uma jovem americana muito bonita, rainha de beleza da escola por anos seguidos era muito assediada, saia com muitos homens, bebia, ia a muitas festas, tinha dinheiro, uma família comum. Enfim, uma vida como vemos e como temos ao nosso lado.
Um dia a sua mãe vendo como ela se encontrava, aparentemente feliz por fora mas vazia por dentro falou para ela ir a um encontro de jovens que iria ter na sua paróquia. A jovem relutou muito, mas com tanta insistência da mãe, resolveu ir.
Quando começou a ouvir as palavras do pregador, ela pensava: Isso não é pra mim, não quero mudar, não preciso desta bobagem toda.
Mas uma coisa mais forte não a deixava levantar do banco da igreja, e ela permaneceu e se entregou a um amor que jamais ela tinha sentido na vida, O AMOR DE DEUS.
À partir deste dia, ao invés de sair com tantos jovens que a convidavam para os encontros que antes ela aceitava, ficava no seu quarto, escrevendo cartas para o que seria o seu futuro esposo. Lia a palavra de Deus, se abastecia da Eucaristia e rezava. Agora ela estava livre, livre de tudo aquilo que a prendia, roupas, boa imagem, elogios, festas, bebedeira, tudo!!! Ela havia sido conquistada pelo VERDADEIRO AMOR.
E fez uma lista com mais de 60 itens que ela desejava que seu futuro esposo tivesse. Em momentos de espera, ela nunca pensou em cortar ou abaixar um nível destas qualidades, pois sabia que Deus é fiel ao desejo sincero do nosso coração. E esperou, ativamente, na oração e na sua busca espiritual.
Quando o Jason terminou de contar esta história, ele nos disse: Sabe estas cartas que esta jovem escreveu por tantos anos? Estas cartas eram para mim, para o que seria o seu futuro esposo!
Eles namoraram, viveram a castidade, a fidelidade, a espera, e realizaram o sonho de Deus, que era os dois juntos e hoje seus cinco filhos.
Hoje, os dois viajam o mundo pregando a Teologia do Corpo do Papa João Paulo II, e ajudam muitos jovens e adultos a redescobrirem o verdadeiro AMOR.
Gente, vale a pena esperar, acreditar e viver de forma pura! Este é um, dentre tantos testemunhos de Fé que tenho visto na minha caminhada. Não estrague seu coração com qualquer pessoa, se está solteiro, dê glória a Deus, faça deste tempo uma entrega, um caminhar em Cristo, e não ceda a tanta porcaria que o mundo nos apresenta.
Que Deus te abençoe muito...
Dani
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Amizade Verdadeira
Cada pessoa que passa pelas nossas vidas tem uma missão para cumprir conosco. Desde aquele velhinho que pega o mesmo ônibus que nós todos os dias até aquele amigo que não sabemos viver sem. Eles também têm um período para caminhar com a gente. Uns ficam algumas semanas, meses, outros até anos e acabam indo embora. E têm aqueles que você sabe que são para a vida toda, aqueles que entram na sua vidasem qualquer perspectiva de amizade e vão te conquistando a cada gesto, a cada conversa, a cada novo olhar de gratidão.
Com elas foi assim. Nossa relação era cultivada por meio de outras pessoas, mas quando os mundos resolveram desmoronar encontramos o apoio umas nas outras. Encontramos a força que estava perdida, o empurrão que faltava, a luz que não se encontrava. Nos momentos mais difíceis é que aprendemos a ser amigas e que começamos a respeitar as diferenças umas das outras, já que somos o avesso, o contrário, o oposto. Nos momentos mais difíceis amadurecemos e construímos juntas um caminho inteiro de oportunidades, um caminho que está longe do seu fim.
Dani
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Viagem de ônibus
Para as pessoas que me conhecem, já devem ter reparado que situações diferentes, inusitadas e ás vezes engraçadas, vivem acontecendo comigo nas viagens de ônibus por aí. Foi com elas, inclusive, que aprendi a maior lição para quem almeja contar histórias: saber ouvir! Pode parecer simples, mas não é. Com a rotina quase sempre agitada e com as nossas obrigações nos sufocando cada vez mais, esta ação torna-se mais difícil. O lado negativo disto é que as respostas e o sorriso que buscamos naqueles dias em que estamos loucos da vida podem estar ali… na paciência de ouvir o outro.
O despertador toca. São sete horas da manhã e preciso ir ao médico que fica do outro lado da cidade. O despertador toca novamente, mas eu desligo uma, duas e meu Deus, quando vejo já estou atrasada! Depois de tomar banho e terminar de me arrumar saio de casa. Ando cinco minutos até o ponto de ônibus sob a garoa fina que caia em Santo André naquele dia. Após esperar vinte minutos, entro no ônibus – cheio e com as janelas fechadas – e antes de passar na catraca, uma senhora com seus 60 anos de idade pede para seu neto sentar-se no colo para ceder o lugar a mim.
- Filha, pode sentar aqui ao meu lado.
- Imagina, pode deixar o menino aí mesmo, eu passo para trás. Muito obrigada!
- Que isso! Pode sentar, por favor.
Sentei. E antes que pudesse acessar o Facebook pelo celular, ela olhou para mim e disse:
- Foi difícil acordar hoje. Tá frio, né?!
- É, realmente. Está muito frio!
- Foi difícil acordar meu neto. Estou levando ele ao psicólogo, porque hoje ele não conseguiu dormir direito sem a mãe.
- Ah é?! Poxa vida, eu também sou muito apegada à minha mãe. Ela foi viajar?
- Não, ela morreu faz um mês e acho que a ficha ainda não caiu. Não é a ordem natural da vida.
Então, a senhora desabou, desabafou, chorou. Ao descer no ponto em frente ao Paço Municipal, ela olhou com ternura para mim e pediu para que Deus me abençoasse. “Olha filha, obrigada, viu?! Desculpa o transtorno, mas é que as lágrimas estavam presas desde o dia em que recebi a notícia. E filha, valoriza sua família, tá bem? Porque a gente nunca sabe quando vão tirar alguém que amamos de nós”. E o estresse que sentia, desapareceu.
O despertador toca. São sete horas da manhã e preciso ir ao médico que fica do outro lado da cidade. O despertador toca novamente, mas eu desligo uma, duas e meu Deus, quando vejo já estou atrasada! Depois de tomar banho e terminar de me arrumar saio de casa. Ando cinco minutos até o ponto de ônibus sob a garoa fina que caia em Santo André naquele dia. Após esperar vinte minutos, entro no ônibus – cheio e com as janelas fechadas – e antes de passar na catraca, uma senhora com seus 60 anos de idade pede para seu neto sentar-se no colo para ceder o lugar a mim.
- Filha, pode sentar aqui ao meu lado.
- Imagina, pode deixar o menino aí mesmo, eu passo para trás. Muito obrigada!
- Que isso! Pode sentar, por favor.
Sentei. E antes que pudesse acessar o Facebook pelo celular, ela olhou para mim e disse:
- Foi difícil acordar hoje. Tá frio, né?!
- É, realmente. Está muito frio!
- Foi difícil acordar meu neto. Estou levando ele ao psicólogo, porque hoje ele não conseguiu dormir direito sem a mãe.
- Ah é?! Poxa vida, eu também sou muito apegada à minha mãe. Ela foi viajar?
- Não, ela morreu faz um mês e acho que a ficha ainda não caiu. Não é a ordem natural da vida.
Então, a senhora desabou, desabafou, chorou. Ao descer no ponto em frente ao Paço Municipal, ela olhou com ternura para mim e pediu para que Deus me abençoasse. “Olha filha, obrigada, viu?! Desculpa o transtorno, mas é que as lágrimas estavam presas desde o dia em que recebi a notícia. E filha, valoriza sua família, tá bem? Porque a gente nunca sabe quando vão tirar alguém que amamos de nós”. E o estresse que sentia, desapareceu.
Dani
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