domingo, 13 de fevereiro de 2011

Resenha - Jornalismo Internacional


NATALI, José Batista. Natali é graduado em Jornalismo pela USP e em Filosofia pela Universidade de Paris-VIII. Fez mestrado e doutorado, ambos em Semiologia. Trabalha na Folha de S. Paulo onde já foi redator, editor, repórter cotidiano, correspondente na França e hoje é repórter da Secretária de Redação. Jornalismo Internacional. São Paulo: Editora Contexto, 2003.

O livro é uma grande aula sobre o jornalismo internacional, com uma linguagem simples conhecemos um pouco sobre a história da editoria internacional, o perfil do leitor e conseguimos imaginar e aprender o que é preciso para ser um bom jornalista nesta área.

O jornalista tem um grande desafio nesta editoria: dar outra cara ao texto, já que as notícias são padronizadas pelas agências e enviadas a todos os jornais. O profissional nesta área, também deve falar inglês e espanhol fluentemente, pois as agências não possuem serviços em português.

A diferença do noticiário Internacional dos outros noticiários, é a primeira coisa que notamos claramente nas críticas e nos elogios.

As notícias são selecionadas hierarquicamente e enviadas pelas agências, de modo que as de menos importância que não interessam ao Brasil não são publicadas porque podem afetar o país politicamente e economicante, como epidemias e eleições em outros países. Geralmente as mais publicadas são aquelas que são de interesse mundial.

A editoria Internacional na maioria das vezes ocupa um espaço pequeno nos jornais e quase sempre são notícias enviadas por agências internacionais ou nacionais quando o jornal é de médio ou pequeno porte.

Para valorizar alguns temas alguns critérios jornalísticos são seguidos. Fatos como guerras ou a queda de um avião onde pode ocorrer um grande número de mortes estão dentro destes critérios.

É errado pensar que o jornalismo internacional surgiu no século XIX, ele começou no renascimento. Régine Pernoud publicou “A história da burguesia na França”, onde fez relatos sobre a vida de Füger, pioneiro na área internacional e banqueiro mais importante no século XVI, ele é citado na história como criador da Newsletter, porque possuía agentes espalhados pelo mundo que lhe passavam informações. Errado também é pensar que o jornalista deve lidar apenas com atualidades, antes de dar uma notícia, deve-se pesquisar para saber um pouco sobre a história do que se está noticiando, na editoria internacional principalmente, porém as agências de notícias não transmitem essas informações.

A crise econômica do país atingiu também as redações, assim, os funcionários de todas as editorias ajudavam no trabalho que era feito exclusivamente pelo jornalista de notícias internacionais. Tudo para reduzir os custos com os correspondentes no exterior.

O jornalismo internacional também teve a sua era “people”, quando falavam muito sobre as celebridades e suas vidas pessoais e quase nada sobre as personalidades, como os políticos.

Natali explica com tantos detalhes a história do jornalismo internacional, que nos confundimos com a própria história do jornalismo. E mesmo com tanta informação o autor sempre convida o leitor a fazer mais pesquisas sobre o assunto.

Daniele Vieira

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