segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Há muito tempo, sim, não te escrevo...

"Há muito tempo, sim, não te escrevo.
Ficaram velhas todas as notícias."

Assim Drummond começa um poema, assim quis começar esse texto. Ao contrário dele, permaneço sem saber o que dizer. Há tanto o que se dizer! Mas quando? E por quê?

De tudo que escrevo, dos sentidos que procuro, me falta ainda descobrir o prazer de partilhar ao outro. Não cabe em mim, mas é meu. Sentimento egoísta de guardar tudo em mim. Afinal quem poderia querer me conhecer? Quem conseguiria, de fato, me entender?

Gosto da pessoa que sou. Cometo erros imperdoáveis, mas mesmo assim, gosto de quem sou. Gosto de lidar comigo mesma, e a convivência interior, acredite, está impecável. Eu me conheço. Eu me entendo. E não preciso de grandes e chatas explicações para dizer o que quer que eu diga, para explicar o que quer que eu veja, para traduzir o que quer que eu sinta.

Sou uma mulher comum que às vezes se aflige por perceber que não há nada extraordinário ao seu redor. A vida segue imitando o vídeo, o mundo segue dando voltas. A inutilidade que enxergo em tudo não me assusta. Todo mundo faz o que quer e o humano sempre gostará de trilhar os mesmos caminhos. Vejamos qual que é. Vamos amar quando essa for nossa última riqueza, vamos morrer honrando aquilo que realmente importa a uma pessoa: a fidelidade às coisas que temos Fé.

Dani

3 comentários:

Obrigada pela visita hoje (: