terça-feira, 17 de junho de 2014

Sem começo, sem fim, sem título

Hoje acordei um tanto quanto “nostálgica”, acordei lembrando os dias (poucos, eu sei) em que estive com você. Nossa, eu fico até com um sorriso bobo! Você me surpreendeu quando chegou e quis ficar, de um jeito ou de outro.

Nossas horas “juntos” podem ser contadas nos dedos de uma mão, acredito eu, mas me trouxeram uma eternidade. Ainda não faço ideia do que houve, porque assim como não tivemos um começo, não tivemos um fim. E quer saber? Eu nem ligo. A verdade é que você me ensinou tanta coisa nesse tempo, que eu até me sinto “em dívida” com você. Lembra de quando fomos ao cinema? Era a primeira vez que alguém me convencia a “sair”. Lembra do beijo na porta da minha casa? Era a primeira vez que alguém me beijava. Lembra do passeio de mãos dadas pelo shopping? Pois é, também era o primeiro. O seu cuidado, o seu carinho, a sua atenção e todas as nossas longas conversas de madrugada me ajudaram a ser o que eu sou hoje, me fizeram mulher, você me fez crescer.  Um dia, infelizmente, você quis mudar, e eu agradeço por não ter ido, agradeço por apenas ter mudado.

Mas, só agora eu percebo que nem se eu tivesse toda a fortuna do mundo, todas as flores e todas as estrelas... Eu seria tão feliz como eu fui naquele pouco tempo. Sou independente e me finjo de durona, mas quer saber a real?  Se um dia, assim, uma segunda feira qualquer você sorrisse para mim novamente... Eu iria correndo, pois eu sinto que é com você o meu verdadeiro lugar, onde eu poderia finalmente chamar de lar.

Eu não sei o que eu tenho que o faz ficar, eu só imploro para não ir embora.

Dani

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